
"Antes de negar, é prudente estudar e observar. Para julgar uma coisa é preciso conhecê-la. A crítica só é permissível ao que fala do que sabe.
Que seria dito de um homem que, ignorando música, criticasse uma
ópera?
Ignorando as primeiras noções de literatura, criticasse uma obra
literária?"
Autor: Allan Kardec
Fonte: Revista Espírita, dezembro de 1862
– O
Espiritismo em Rochefort
2ª. AULA
“CADA FASE DA EVOLUÇÃO HUMANA SE ENCERRA COM UMA SÍNTESE CONCEPTUAL DE TODAS AS SUAS REALIZAÇÕES.”
O autor define com mestria o significado da vinda da Doutrina Espírita no atual estágio evolutivo do planeta, definido pelos Espíritos Superiores como de transição.
No Evangelho de Mateus (Mt.13, 24-30), encontramos a Parábola do joio e do trigo, simbolizando a boa semente plantada pelos próprios seres humanos no terreno fértil de suas existências, sob os auspícios da espiritualidade superior.
J. Herculano Pires
O texto abaixo reproduz esse processo, que poderá ser encontrado na íntegra na Introdução de O Livro dos Espíritos em sua edição comemorativa de 100 anos -
1957 - ed. Lake.
“INTRODUÇÃO A O LIVRO DOS
ESPÍRITOS”
Com
este livro, a 18 de abril de 1857, raiou para o mundo a era espírita.
Nele se cumpria a promessa evangélica do
Consolador, do Parácleto ou Espírito da Verdade.
Dizer isso equivale a afirmar que O
Livro dos Espíritos é o código de uma nova fase da evolução humana.
E é exatamente essa a sua posição na história
do pensamento. Este não é um livro comum, que se pode ler de um dia para o
outro e depois esquecer num canto da estante. Nosso dever é estudá-lo e
meditá-lo, lendo-o e relendo-o constantemente.
Sobre este livro se ergue todo um edifício: o da Doutrina Espírita. Ele
é a pedra fundamental do Espiritismo, o seu marco inicial.
O espiritismo surgiu com ele e com
ele se propagou, com ele se impôs e consolidou no mundo. Antes deste livro não
havia espiritismo, e nem mesmo esta palavra existia. Falava-se em
espiritualismo e neo-espiritualismo, de maneira geral, vaga e nebulosa.
Os fatos espíritas, que sempre existiram, eram
interpretados das mais diversas maneiras. Mas, depois que Allan Kardec o lançou
à publicidade, ‘contendo os princípios da Doutrina Espírita’, uma nova luz
brilhou nos horizontes mentais do mundo.
Há
uma sequência histórica que não podemos esquecer, ao tomar este livro nas mãos.
Quando o mundo se preparava para sair do caos das civilizações primitivas,
apareceu Moisés, como o condutor de um povo destinado a traçar as linhas de um
novo mundo: e de suas mãos surgiu a Bíblia.
Não foi Moisés quem a escreveu, mas
foi ele o motivo central dessa primeira codificação de novo ciclo de
revelações: o cristão.
Mais tarde, quando a influência bíblica já
havia modelado um povo, e quando este povo já se dispersava por todo o mundo
gentio, espalhando a nova lei, apareceu Jesus: e das suas palavras, recolhidas
pelos discípulos, surgiu o Evangelho.
A Bíblia é a codificação da primeira revelação
cristã, o código hebraico em que se fundiram os princípios sagrados e as
grandes lendas religiosas dos povos antigos.
A grande síntese dos esforços da
antiguidade em direção ao espírito.
Não é de admirar que se apresente muitas
vezes assustadora e contraditória, para o homem moderno.
O Evangelho é a codificação da segunda
revelação cristã, a que brilha no centro da tríade dessas revelações, tendo na
figura do Cristo o sol que ilumina as duas outras, que lança a sua luz sobre o
passado e o futuro, estabelecendo entre ambos a conexão necessária.
Mas assim como, na Bíblia, já se anunciava o
Evangelho, também neste aparecia a predição de um novo código, o do Espírito da
Verdade, como se vê em João, cap. 14.
E o novo código surgiu pelas mãos de
Allan Kardec, sob a orientação do Espírito da Verdade, no momento exato em que
o mundo se preparava para entrar numa fase superior do seu
desenvolvimento. (...)
Cada fase da evolução humana se
encerra com uma síntese conceptual de todas as suas realizações. A Bíblia é a
síntese da antiguidade, como o Evangelho é a síntese do mundo
greco-romano-judaico, e O Livro dos Espíritos, a do mundo moderno.
Mas cada
síntese não traz em si tão somente os resultados da evolução realizada, porque
encerra também os germens do futuro.
E na síntese evangélica temos de considerar,
sobretudo, a presença de Jesus, como uma intervenção direta do Alto para a
reorientação do pensamento terreno.
É graças a essa intervenção que os
princípios evangélicos passam diretamente, sem necessidade de readaptações ou
modificações, em sua pureza primitiva, para as páginas deste livro, como as
vigas mestras da edificação da nova era. (...)
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Empenha-se em responder, racionalmente, questões acerca da realidade última das coisas, das origens e características do verdadeiro conhecimento, da objetividade dos valores morais, da existência e natureza de Deus.
A busca da verdade com amor e sabedoria.
Não é a verdade ,e sim a busca da verdade.
Lembrando que ainda somos espíritos imperfeitos.
Por isto que Kardec, diz que se em algum momento a Ciência contestar algum ponto no espiritismo o espiritismo se modificara neste ponto.
Filosofia Espírita investiga o saber com amor, encontra a resposta da verdade com os espíritos superiores .
Nela encontramos calma , firmeza e confiança ...Espiritismo é a filosofia do evangelho de JESUS.
Evangelho do Cristo é que embasa toda a filosofia Espirita.
Sem o evangelho não podemos compreender todas as verdades trazidas pelos espíritos superiores.
Filosofia Espírita.-A busca da verdade com amor e sabedoria.
Fontes e
créditos
Allan Kardec
Nazareno Feitosa
Adalberto P.Morais
http://.wikipedia.org
Adequação , adaptação de imagens
http://adejapaodivulgespirita.blogspot.com/
Adequação , adaptação de imagens
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O QUE É O FILOSOFAR ESPÍRITA?
“Para filosofar precisamos aprender a ciência do mergulho em nós mesmos.” (J.H.Pires)
Há uma grande importância no significado prático da filosofia e da filosofia espírita, como grandes incentivadores à reflexão que faculta o autoconhecimento e abre amplas perspectivas ao entendimento das magnas questões humanas e espirituais.
Se pensarmos em filosofia apenas como uma disposição para o
pensar, estaremos minimizando a sua importância no contexto da história humana.
Na filosofia, aprendemos a analisar os elementos que compõem a
existência do ser-no-mundo; e isto, porque há em nós uma inquietação
existencial congênita.
Já a filosofia espírita amplia essa busca, e revela a
existência do ser interexistente em infinitas dimensões temporais, evolutivas,
manifestando as suas luzes ou suas sombras nas formas concernentes ao seu nível
de consciência.
A filosofia busca respostas, eleva-se, desenvolve-se, reflete-se, retoma ao reconsiderar as respostas anteriores. Não conclui, apenas conduz.
E é nessa caminhada que o
ser se descobre, na constante e infinita perquirição de si mesmo. O personagem
shakesperiano, Hamlet, frente ao espelho, e com os restos mortais de seu
bobo-da-corte à frente, abre essa perspectiva angustiante do nada, do vazio
desconcertante e avassalador que nos toma de assalto frente ao silêncio da
morte.
A grande questão, ele diz,
está no ser, ou no não-ser? É nisto (restos mortais) que nos transformamos?
O existencialismo – ou a angústia de existir – exorta o homem a existir inteiramente “aqui” e “agora”, para aceitar sua intensa “realidade humana” do momento presente – o futuro não é outra coisa que visões e ilusões para dar ao nosso presente direção e propósito.
O existencialismo – ou a angústia de existir – exorta o homem a existir inteiramente “aqui” e “agora”, para aceitar sua intensa “realidade humana” do momento presente – o futuro não é outra coisa que visões e ilusões para dar ao nosso presente direção e propósito.

Penso com melancolia nos livros lidos, nos lugares
visitados, no saber acumulado e que não mais existirá.(...)’, em La Force des
Choses”. A aproximação da morte, sob a idéia do nada, acarreta às criaturas
mais cultas essa desesperança amarga. (PIRES, J.H.).”
É sob essa angustiante perspectiva que a inteligência humana tem buscado
minimizar a realidade inegável e irrecusável da morte
. O Pensador (Le Penseur) é uma das mais famosas esculturas de
bronze do escultor francês Auguste Rodin. Retrata um homem em meditação
profunda, num gestual próprio de quem está em luta com uma poderosa força
interna.
Tornou-se arquétipo do
pensar filosófico como busca de si mesmo. Todos aqueles que já conseguiram
ultrapassar a superfície do existir como usufruto das formas, mesmo porque elas
trazem em si mesmas o sinal de sua intrínseca fragilidade, se identificam com
essa figura.
O Pensador traz a angústia
da forma dilacerada pelo sofrimento; quase disforme, desproporcional, transmite
o intenso drama interior de que é portador. Seu cenho carregado, oculta o olhar
que permanece voltado para baixo.
Ele não busca respostas no
céu acima de seu pensamento, mas na terra abaixo de seus pés. Ele não demonstra
um pensar sereno, mas uma dor atormentada pela ausência de respostas. Está nu.
Abandonado ou desprovido
das ilusões que pudessem ocultar-lhe a própria realidade, ele se expõe. E deixa
uma das mais eloquentes mensagens ao ser humano atual: a verdadeira realidade
do ser não jaz aqui, na temporalidade perecível, mas na imortalidade daquele
que pensa: o Espírito.
As “previsões” de grandes tragédias por acontecer, através do cinema e da TV,
retratam, metaforicamente esse drama atual: o ser humano, perdido em seus
dramas interiores quer destruir a si mesmo, destruindo a fonte de sua própria
existência – o planeta em que vive.
Outros autores cujas obras estão hoje nas telas, utilizam-se dos sentidos
humanos (Babel, Ensaio sobre a Cegueira), para um novo mergulho dentro de si,
através do mundo sensível, buscando trazer à tona as suas tragédias pessoais
projetando-as aos seus semelhantes num movimento catártico, em busca de
identificação.
Em 25 séculos de filosofia, temos inumeráveis doutrinas contraditórias.
Nenhuns dos pensadores ocidentais estiveram de acordo com relação
às suas proposições. Há uma insatisfação profunda, gerada pela ausência de
concordância. A meta final deve ser a realização, mas quem a conseguiu até
agora?
Louvemos todos aqueles que tentaram. Seus esforços imortalizaram a trajetória do espírito humano em sua infinita jornada pelo autoconhecimento. Mesmo aqueles que se perderam no próprio vazio.
Assim agiram pela absoluta
necessidade de identificação com o outro, e todos, com Deus.
“Deus está morto”, disse Nietzsche, certa vez.
“Deus está morto”, disse Nietzsche, certa vez.
O deus apresentado pelas
religiões, este sim, está morto. Morreu por falta de misericórdia, por ausência
de amor ao próximo.
Morreu por asfixia, mergulhado nos milhões de moedas geradas pela
arrecadação criminosa obtida da ingenuidade e da falta de conhecimento. Morreu
em cada ritual vazio de respostas, que perpetua a crença de que a crucifixão é
nossa libertação (!?).
Morreu em cada ser mutilado
ou assassinado por balas perdidas ou bombas amarradas ao próprio coração
daquele que O busca em desespero. Morreu em cada árvore caída, em cada rio
poluído, no super-aquecimento do ar que respiramos.
Morreu ainda, pela ausência de amabilidade, cordialidade e respeito mútuo entre aqueles que se dizem seus seguidores.
Morreu ainda, pela ausência de amabilidade, cordialidade e respeito mútuo entre aqueles que se dizem seus seguidores.
Herculano cunhou a expressão “agonia das religiões” (PIRES, J.H.), para bem definir esse processo de transmutação da ostentação para a interiorização. Ostentação da fé, para auto afirmar-se. Para perpetuar a representação olímpica do deus humano sobre a Terra, na figura daqueles que insistem em representá-lo.
Deus não tem representantes. Tem filhos. E foi o maior deles, desfigurado pelo psiquismo arquetípico humano, fazendo de sua pessoa e de suas ações projeções de um herói mitológico, filho de um deus com uma mortal, e, portanto portador de virtudes milagrosas e espetaculares, misto de herói-mártir-guerreiro, que veio libertar-nos do Mal, igualmente projetado na figura arquetípica do anjo decaído que persiste em atormentar os seres humanos com doenças e flagelos, que surge entre nós, num dos momentos mais graves de nossa evolução.
Renascido na doutrina espírita, de forma igualmente simples, assim como viera em pessoa na manjedoura de luz, Jesus transfigura-se no Ser completo, naquele que é uno com o Pai porque identifica-se com suas leis, em sua consciência dilatada pelo Amor aceito porque compreendido.
No formato de Filosofia, o Espiritismo sintetiza os esforços humano em busca de si, ilustrado pela imagem de O Pensador.
Como Filosofia, analisa os
elementos que compõem, sim, a existência do ser no mundo, porém, acrescidos da
grande jornada que o aguarda na linha do tempo, fora deste mundo também.
O existencialismo kierkegaardeano, nietzscheniano, sartreano,
serviu como uma lâmpada vermelha a pulsar, intermitente, como a dizer: acordem!
A angústia beauvoiriana frente às possíveis perdas de seus tesouros
intelectuais com o apelo inequívoco da morte permanece no coração das mães e
dos pais que perdem seus filhos adolescentes para as drogas, para o álcool,
para o crime, para a sexualidade em patológico desvario.
A desesperança gerada pelo “escândalo” tem seu lenitivo na filosofia dos Espíritos Superiores; Sócrates a antecedeu, com a sua amorável vivência ético-moral com bases na lógica incontestável da Verdade. Platão, com a realidade do mundo das ideias que jazia acobertada no fundo da caverna.
Aristóteles, a premência do mundo das formas a delinear a persona
e suas realizações.
A Filosofia Espírita não é instrumento para mera elucubração.
Nem tampouco de ostentação frente aos troféus humanos e mundanos.
É sim uma alternativa, um convite (por ora) para a mudança do atual sistema de
pensar.
O pensar filosófico-espírita prevê um universo de
auto-descobertas, porém, impõe nesse processo, o reconhecimento da presença de
Deus em nós através de suas leis, condutoras de nossa lógica, de nosso
desenvolvimento, de nosso evoluir, de nossa amorosidade.
As Leis Morais
didaticamente definidas pelos Espíritos a Kardec, representam parte do processo
de conscientização e de reconhecimento do divino em nós.
Não-ser é o desvario acima descrito; não ser compõe os torpes sentimentos que nos afastam uns dos outros: a inveja, a soberba com sua filha, a prepotência. Esses elementos, poderosos em sua capacidade auto e alo destrutiva, faz estagnar o ser em sua nulidade existencial. E proclama a sua necessidade de sofrer para despertar.
Não-ser é o desvario acima descrito; não ser compõe os torpes sentimentos que nos afastam uns dos outros: a inveja, a soberba com sua filha, a prepotência. Esses elementos, poderosos em sua capacidade auto e alo destrutiva, faz estagnar o ser em sua nulidade existencial. E proclama a sua necessidade de sofrer para despertar.
Tal jornada ainda não terminou.
O exemplo de Jesus permanece como uma imagem-mensagem subliminar a
permear o nosso momento existencial. Seu apelo continua pulsando nos corações
humanos. A leitura desse chamamento tem sido decodificada de forma errada.
Porém, ele continua ali. E
quando o ser fartar-se de não ser, abrirá seu coração e sua mente para o
banquete – não o platônico, como representação do sensível, mas o nupcial, o
inteligível, porque pleno de alegria, esperança e identificação com Deus.
Sonia Theodoro da Silva
São Paulo-SP
Brasil
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créditos
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